19 de abril de 2010

O Alabê de Jerusalém

Numa reunião de pautas com o federento Caio, o mesmo propôs que eu falasse aqui sobre Cavaleiros do Zodíaco ou religiões afro-brasileiras (juro que escrevi afro-descendente e corrigi!). Será que ele pensa que só sei falar sobre essas coisas?! Abalou a amizade, confesso!
Mas me deu uma boa idéia também. Já ouviram falar do DVD O Alabê de Jerusalém, do Altay Veloso? Ok, ok. Se você não sabe quem, afinal, é Altay Veloso, saiba que ele “escreveu músicas para conceituados intérpretes da MPB de tendências distintas, entre eles: Elba Ramalho, Daniel, Nana Caymmi, Roberto Carlos, Exaltasamba, Zizi Possi, Leonardo, Selma Reis, Jorge Aragão, Wando, Alcione, Fat Family, Elymar Santos, Wanderléia, Emilio Santiago, Jorge Vercillo, Belo, Alexandre Pires, Billy & Junny, Christian & Ralph, Netinho de Paula, Fagner, entre tantos outros, num total de mais de 450 músicas”. Como eu amo Wikipédia!




Como eu fiquei sabendo da obra? No Programa do Jô. O Altay já esteve lá por duas vezes (que eu tenha visto) e divulgou o trabalho.

Pois bem, o cara é, de fato, talentoso. Compôs tanto o livro ‘Ogundana – O Alabê de Jerusalém’ quanto a peça/ópera que é representada em vários teatros pelo país e foi gravada em estúdio para DVD. Ambos demoraram vários anos para ficarem prontos.



O livro eu ainda não li. Mas já vai para a minha estante do Skoob. A ópera é brilhante! Pelo menos o que está no DVD, pois não sei se há variações na apresentação e estou com preguiça de pesquisar.

A história é mais ou menos conhecida por todos: a de Jesus, que não é o protagonista DESTA narração. O Alabê sai da África e chega a Jerusalém, com ajuda de um soldado romano. Lá, se apaixona por Judith, que é uma seguidora de Jesus Cristo. O Alabê passa a segui-lo também e faz associações do princípio da história cristã com os elementos africanos, do qual ele é seguidor. É uma espécie de sincretismo religioso, exatamente como ocorre aqui no Brasil com a religião denominada Umbanda. Na verdade o Alabê, atualmente, seria uma entidade que baixa em terreiros de umbanda com a finalidade de contar a sua vivência próxima ao mestre Jesus.

Se a história é verídica ou não, não cabe a nós julgarmos. Eu era umbandista. Hoje estou mais para agnóstico. Mas quem já pôs o pé na macumba, sempre tem um quê de macumba!

Gostaria de chamar a atenção à obra mesmo. O DVD foi gravado em estúdio com muitos artistas talentosos e famosos (depois os relaciono). A musicalidade é, de fato, algo ímpar, misturando instrumentos eruditos com atabaques numa harmonia maravilhosa e arrepiante. Eu, particularmente, adoro misturas desse tipo: rock com orquestra, pianos, atabaque. Para ficar bom, vale tudo! Já assisti/ouvi o DVD umas trinta vezes. Sério. Decorei as quase duas horas de música.

A única coisa que deixa um pouco a desejar no DVD é a legenda em português mesmo, para quem quiser cantarolar acompanhando. Em algumas poucas vezes, a legenda simplesmente fica em espanhol, inglês, e os desentendidos não sabem se God é algum nome de Orixá, se muchacho é algum nome de Erê misturado com Cigano. Daí força a amizade. Mas isso não diminui em nada a qualidade da produção artística. 
Melhores momentos, na minha opinião
1 – A abertura com a Velha-Guarda da Mangueira e da Viradouro que canta o nome de alguns deuses do panteão africano. Uma espécie de ‘abertura dos trabalhos:
“Olorum, Obatalá, Xangô, Obaluaê, oh Zambi. Ogum, Nanã, Iemanjá, Oxóssi, Exú, Oxum, Obá: deuses do panteão de Ifá. Velho negro de Xangô, o terreiro e o tambor te chamam. Mensageiro de Daomé, fale do filho de Javé: o sol e a luz de Nazaré”.
2 – Logo em seguida a essa parte, o Alabê responde:
“Boa noite! Faz muito tempo que eu não vejo essa terra generosa que hospedou os meus desejos. Estou de volta nesse mundo, pouco tempo, por um dia. Tudo que eu lembrar eu conto sobre o filho de Maria. Êta mulher de coragem, Oxum da estrela-guia. Meu nome é Alabê de Jerusalém, chamado pela irmandade, cheguei pra matar saudade.
Era uma vez um menino que veio do céu na mão de uma bonita estrela e cresceu com outros meninos, em meio à brincadeira. Aprendeu com pai José a ser um carpinteiro. E um dia entrou no templo e fez o povo alegre, quando falou de liberdade feito gente grande. E ainda era um menino quando deixou sua terra e partiu pra longe. E ninguém soube dizer qual foi seu paradeiro. Mas o povo não esquecia o menino esperto que só tinha doze anos quando entrou no templo e falou de vida e morte feito gente grande. Já não era mais menino, quando apareceu de novo ele era gente grande. Seu cabelo era comprido, abaixo dos ombros, e uma barba cerrada lhe cobria o rosto. E os seus olhinhos brilhavam assim como as estrelas que o trouxe lá de longe já iam trinta anos.
E Ele disse: ‘eu sou a verdade e a vida. Eu sou filho de Deus pai, O Todo-Poderoso. A candeia dos aflitos, eu sou a luz do povo. O sol, o vento, o mar e a chuva são todos meus irmão. Minha voz é como a fonte, revigora os rios. Vim pra juntar as pontas quebradas deste anel. Se em teu coração me abrigas, és meu filho que herdarás o céu’.
E assim viveu esse menino, semeando amor, perdão, justiça e a caridade. Sossegava com o olhar o vento e a tempestade. E fazia até doutor de lei ficar calado. Até que um dia foi traído e sem mais nem menos, ele foi preso, espancado e, então, crucificado. E pra espanto das pessoas, depois de três dias que ele foi sepultado o seu corpo desapareceu do cemitério. E até hoje ninguém sabe qual seu paradeiro. Mas eu tenho uma certeza cá com a minha idéia de que ele mora lá no céu.
Já faz mais de dois mil anos de idade que a Santíssima Trindade esteve aqui junto de nós. Cantei só pra matar nossa saudade. Se eu cantar de novo eu choro. Se eu chorar eu perco a voz”.
3 – A parte em que ‘João Batista’ canta:
“Eis que é chegada a hora: a espada irá surgir, incandescente como o raio, alucinante como o raio, brilhante como a luz do sol. Vem pra unir as pontas dos anéis partidos. Eu lavro a terra e ele semeia o trigo. Vem depois de mim, mas é antes de mim. Ele é o raio e eu sou o trovão.
Tem poder sobre as matas e os rios, sobre o mar e as marés. Ele é o sol do meio-dia, tem a sombra debaixo dos seus pés. Ele é um como a chuva que desce, Ele é um como o vento que vai, Ele é um como o universo, Ele é um como o meu Pai. Eu batizo com as águas do rio e ele batiza com o Espírito Santo”.
4 – A parte de Jesus como menino:
“Aqui dentro de mim tem um luar e uma manhã que anseia por alvorecer. Creio que o segredo é cavalgar no ventre da vida sem medo de me perder... Bem-aventurados os matagais, da floresta virgem de meu ser... Viva a ansiedade das marés do oceano virgem do meu ser”.
5 – A parte do Rap dos intolerantes:
“Foi além da conta! É afronta o que vem dizendo esse senhor! É blasfêmia! É blasfêmia! É blasfêmia o que sai dos lábios do senhor! Exijo que o senhor se cale! Exijo que o senhor se cale! Exijo que o senhor se cale, por favor! Seu tambor invasor quer impor sonhos, delírios e ilusões.
Negro se você viu de perto, se foi testemunha, deve saber separar joio do trigo. Me diga se o ideal do nosso Mestre se parece com aquele, se parece com ele ou se parece comigo. Diga-nos com quem, amém! Do Mestre eu sou o próprio retrato, meu sacrifício é viver em celibato e é preciso coragem pra não ouvir a voz do desejo. Se tem alguém nesse planeta terrestre que tem algum direito à herança do Mestre, se levante, me conteste, vai, proteste. Quando chegar a hora do juízo, eu tenho a chave do paraíso. Quando chegar o dia, debaixo de meus pés eu verei esses santos todos em pranto queimando no fogo dos infiéis. Erguidos só nós, os escolhidos!
Negro, eu to te vendo de perto e há testemunha de que a sua história é por demais leviana. Imagine a sagrada escritura, de extrema brancura, se prestar à negrura de uma seita africana.
Daí clemência, oh Senhor da cruz, pra esse espírito sem luz!
Chega! Quem sois vós, preto-velho irritante, com essa voz petulante, pra falar de Jesus? Não admito essa seita patética, com essas santas frenéticas se envolvendo com a Luz. Se renda, se entregue ou então se defenda”.
Ao que o Alabê responde:
“Já que você deu licença pra esse negro falar, não duvide da cabeça que tem coroa ou cocar. Nenhuma auréola resiste ao tempo sem se apagar, se não tiver a serviço de Deus. Prto-velho vem de longe, minha crença tem estrada. Moço, exijo respeito a sua voz é malcriada. Não seja tão leviano, respeite minha Aruanda. Tem quase cinco mil anos de existência a minha banda.
Às vezes corações que ‘creem’ em Deus são mais duros que os ateus. Jogam pedras sobre as catedrais dos meus deuses iorubas. Não sabem que a nossa Terra é uma casa na aldeia. Religiões na Terra são archotes que clareiam.
Num canto da casa quem com fervor procura ajuda, tem um archote de Buda pra iluminar sua fé. Lá onde a terra pouco verdeia, pra não se perder na areia, tem que ter lá na candeia a chama de Maomé”.
6 – Algumas partes em que há o sincretismo religioso:
“São as lágrimas da Oxum, as contas de Iemanjá, a serenidade de Nanã, a valentia de Oyá. Benditas sejam essas moças, deusas da natureza, que tiveram a gentileza de cuidar de Oxalá (Jesus). Uma dando o seu ventre, essa é a mais sagrada. Vai perpetuar seu nome. Saudações, ora-iê-iê. Saluba, Nanã, saluba! Bendito esse seu destino que preparou sua carne para ser a avó do menino. Nessa vida um bom começo é educação de berço. Olha a voz de Iemanjá, sofrendo a dor do exílio. Ela que cuidou dos filhos quando abriu o Mar Vermelho, é hoje apenas serei no reflexo do espelho. Estala Iansã! Instala a sua ventania na escrita da Cabala. Sua luz é um poema nos olhos de Madalena. De um olho d’água nasce um rio tão admirável e fecundo. Não há nenhum paralelo na história do nosso mundo como a saga das mulheres que cuidaram de Jesus”.
“Olha minha senhora, estou aqui em nome de Deus. Dou meus pêsames, minha senhora, pelo seu filho de faleceu. Essas lágrimas nos meus olhos, o ronco do meu tambor, não é só tristeza, minha senhora, é reverencia de Xangô. Eu vim aqui pra bater-cabeça nos pés de quem a luz do amor. A minha África saúda a mãe do vencedor.
Seu Ogum hasteou sua bandeira, na ponta do agadá. Omolu abençoou a madeira da cruzde Oxalá. Com cajado do tronco da oliveira, Xangô dançou pra Javé. E trazendo sua flecha guerreira, chegou Oxóssi de Daomé”.
7 – A parte que a mãe do Judas se dirige à Maria:
“Desculpa de eu chegar aqui, agora. Sou intrusa, pecadora, isso eu sei. Eu vim em busca de uma tal senhora, que meu filho me dizia que era a mãe de um Rei. E eu disse pro meu filho: traga Ele aqui em casa, filho. Nada nem ninguém engana o coração de mãe. Eu posso te dizer se segues algum homem errado ou se você deve seguir seu coração. Meu filho não ouvia as coisas que eu dizia. Me acariciava os cabelos e beijava minhas mãos. E hoje terminaram os seus dias. Meu Deus, quanta solidão! Eu sou a mãe de Judas. Meu coração está sangrando, pois foi embora o meu rouxinol, meu rebento. E ele foi infeliz numa rajada de vento, numa chama sem luz. E eu vim aqui, vim para te conhecer, Maria. Ah, Maria, você é a mãe do melhor amigo do meu filho. Judas me falou de ti como quem fala de um grande abrigo. Você também perdeu sua flor e então sabe de mim. Me abrace, me toque, me dê sua mão, Maria. Hoje eu preciso do seu abrigo. Perdoe minha canção que é tão triste”.
E Maria responde, numa declamação belíssima na voz da grandiosa Bibi Ferreira:
“Não chora não, mulher. Deixa que Deus vai dar jeito. Nossos filhos não tem defeito, ainda mais quando lembramos daquelas coisinhas pequeninhas mamando no peito. Como é que a gente iria imaginar que eles estavam sujeitos aos malfeitos e maldades do mundo. Olhe, mulher, foram quase três anos que nossos filhos ficaram juntinhos quase todo dia. E aí, o coração dessa velha Maria, às vezes quase parava, às vezes quase explodia só de ouvir as más línguas dizendo que mais dia ou menos dia iriam pegar os nossos meninos. Será que os nosso meninos sabiam, mulher? E por que é que seu filho iria trair com um beijo alguém que brilhava como um relampejo? E todo mundo via. E todo mundo via. Até o forasteiro sabia o que o meu menino Jesus fazia. Olha mulher, não chore. Eu vou te lembrar agora daquela poesia linda do nosso vizinho: ‘nossos filhos não são nossos filhos. São filhos da ânsia da vida. Vem por nós, mas não nos pertencem. Podemos até abrigar seus corpos, mas não as suas almas. Nós somos o arco na mão do grande arqueiro’. Sejamos bons arcos, mulher, é o bastante. A vida não sabe andar para trás. E olha, confiai teu filho às ondas, assim como eu confiei o meu”.
Poesia
Além de bastante música, poesia na música, há trechos em que os textos são declamados, repletos de poesia, ensinamentos e sabedoria, como o trecho acima.
Separei mais dois trechos dentre os vários:
“O Iluminado sabia da vida e dos seus segredos. Traduziu tudo com poesia, ensinou a Pedro. Acalmou a tempestade do coração de Madalena. E em outras mulheres mostrou que o milagre às vezes faz cumplicidade com a paixão quando ela é suprema. A nossa vida na Terra é curta, mas é farta. A alma que às vezes ingrata, contra os desejos do corpo, conspira, não contempla, não admira. O corpo é que nem criança, é inocente, se cansa, vai embora mais cedo. A alma, não. Ela é eterna e às vezes morre de medo, não se dá com seu vizinho. E há tanta coisa bonita para os dois nesse caminho”.
"Não há como unificar os homens, nem agrupá-los numa única fé e nem tampouco porque. E é bem mais bonito saber que Deus manifesta-se de muitas formas diferentes e de que em nenhum lugar é ausente".
Elenco
Alabê : Altay Veloso
Terreiro: Velha Guarda da Mangueira, Velha Guarda da Portela, Vander Pires, Paulinho Mocidade, Jorge Aragão, Dominguinhos do Estácio, Bruno Ribas, Luís Cláudio Picolé, Vantuir, Davi do Pandeiro, Baininho, etc.
Jerusalém: Selma Reis
O Louco: Marku Ribas
Herodes Antipas: José Tobias
João Batista: Alexandre Lucas
Mulher Curada: Elba Ramalho
O Ateu: Lenine
Amiga de Maria I: Alcione
Amiga de Maria II: Ruth de Souza
Jesus com 12 anos: Christian Fernandes
Filho Ciumento: Jorge Vercilo
Mãe do Ciumento: Fafá de Belém
Maria Cheia de Raça: Leny Andrade
O Poeta Cireneu: Cláudio Cartier
A Mulher do Cego: Telma Tavares
Rap das Religiões “Os Intolerantes”: Grupo Ébano, Sandra de Sá, Cláudio Zoli e Ronnie Marruda
Judith: Cris Delano
Trama da Morte de Jesus: Wando, Eloy, Peri Ribeiro, Silvio César, Felipe Poly, Luís Vieira, Carlos Dafé e Marcelo Furtado interpretando Caifás.
Pôncio Pilatos: Lucio Nascimento
Libertem Barrabás: Cléber, Grapete, Ronnie Marruda e Peri Ribeiro
Amigas de Jesus: Chiara Santoro, Talma de Freitas, Margareth menezes, Isabel Fillardis, Maria Eugênia, Watusi e Adriana Lessa
O Gólgota: Julio Borges
Barrabás: Abdulah
Amigo de Lázaro: Ivan Lins
Maria Madalena: Lucinha Lins
Mãe de Judas: Nina Joh
Maria: Bibi Ferreira
Finalizando
Eu sei que o post ficou hiper-mega-master-blaster extenso. Fiquei um tempo considerável transcrevendo as músicas e declamações. Então, leiam com carinho, sem pressa, numa hora em que estiverem com um tempinho disponível. Vale a pena, eu garanto!
Me estendi, na verdade, porque é algo que eu gosto. Se não gostasse teria me estendido mais ainda, hauheah. Afinal, como diz o filósofo Tiririca: ‘quando eu gosto, eu gosto. Quando eu odio, eu odio’.
Lembre-se que o Tiririca também peida. Tanto que se transformou numa grande merda!

18 comentários:

Maykon Hendrix disse...

É pra ler, hein, povo!!!

Caio Faiad disse...

kkkkkkkkkk deu preguiça de ler. aí fui no comentário e aparece: É pra ler, hein, povo kkkkk
lendo...

Caio Faiad disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maykon Hendrix disse...

Lendo até agora, Caio?!

Ellen Gonçalves disse...

É muito legal essa coisa de sincretismo religioso. É algo que traria uma evolução para a humanidade. Infelizmente, as religiões cristãs tradicionais (catolicismo e protestantismo), pregam sua superioridade e só espalham preconceitos, com a desculpa de que estão fazendo a vontade de Deus, mas sabemos que o grande interesse por trás disso é continuar tendo o poder financeiro e influente que têm. Intolerância e preconceito religioso são coisas abomináveis, e ainda existem em pleno século XXI. Acredito piamente que Deus se manifestou a todos os povos, e toda a religão que faça o bem, seja a forma como for, estará servindo a Deus.
Recomendo a todos que leiam o livro "A última batalha", das crônicas de Nárnia, que fala sobre essa questão.

Caio Faiad disse...

Sorry!! Eu me interessei pela história mas nem li tudo por causa dos spoilers. Então eu comecei a procurar o arquivo do DVD pra baixar, mas só encontrei os audios do CD. Vo ouvir depois eu comento.

Maykon Hendrix disse...

Se você quiser, Caio, eu copio o DVD e te mando por correio, ou salvo arquivo (preciso saber como se faz) e faço upload em algum site.

Drino David disse...

Camarada, pena que em nosso pais a mídia é tendenciosa. Uma obra como O Alabê de Jerusalém num pais sério, viraria leitura obrigatória. O Altair Veloso está certamente no hal do que temos de melhor a saber; Pixinguinha, Tom, Hermeto, Villas Lobos, enfim, essa obra magnifica traz conforto, harmonia, e a históricidade humana. Ainda bem que apareceu essa pedra preciosa. Abração

Selva disse...

Nao encontro em nenhum lugar para comprar o DVD ou Livro. Alguem sabe aonde eu posso encontrar ?

Renata disse...

Tenho interesse em adquirir e ler o livro Ogundana - Alabê de Jersusalém - Alguém pode me ajudar?
e-mail: refenascimento@gmail.com

Sandia disse...

Adorei tudo que você escreveu. eu tb gostaria de adquirir o livro e o DVD da Ópera...se alguém descobrir como me conta. sandiamaria2011@hotmail.com

Valeu!!!!

Lulu Agueira disse...

Eu PRECISO desse DVD. PRECISO!! Muito!! Rs
Fiquei tão feliz e triste ao mesmo tempo, quando vi sobre esse espetáculo. Essas coisas nunca são tão divulgadas na mídia...acho um absurdo. A religião afro-brasileira faz parte da nossa cultura, do nosso povo, das nossas raízes. E a Umbanda então, é a ÚNICA religião 100% brasileira. É NOSSA!! Eu fiquei super emocionada com o vídeo A DEFESA DE ALABÊ! Uma dos arranjos mais bonitos que já ouvi em musical. Se alguém souber aonde vende esse DVD ou tiver disponível para download, por favor, me avise!!
Um grande abraço!!

Axé!

Anônimo disse...

Onde eu encontro o DVD? por favor poste aqui onde tem. Obrigada

Anônimo disse...

eu tenho o dvd mas sou analfabeto nesta maquina maluca...qualquer coisa o meu email é agaceefe@yahoo.com.br - moro em São Gonçalo - RJ

stelabk disse...

Olha, esse post merece um imenso PARABÉNS! Minha imensa gratidão por ter colocado seu tempo e carinho para falar de uma obra tão linda que emociona pela beleza e verdade.

Não apenas por retratar a Umbanda, mas por retratar a religiao como algo comum aos homens, independente do nome dela, da cor, da origem, todas são portadores da Luz Celeste Divina.

Obrigada com muito amor,
Stela

Awofacan Tassio Barbosa disse...

Eu tive o privilegio de assistir a opera no teatro municipal!!! Magnifica!!! É uma pena não termos empresas e até mesmo nossa cidade, estado ou nosso país dispostos a incentivar, não só a arte, mas a nossa verdadeira origem cultural!

Anônimo disse...

Srs.
Estou à procura do DVD O ALABÊ DE JERUSALEM, e não encontro em lugar nenhum.
Se alguem puder me informar onde posso encontrar, ou se dignar a encaminhar uma cópia do seu DVD para mim, agradeço.
Meu e-mail é antenorsn@zipmail.com.br

Att,

ANTENOR

Letícia Rodrigues disse...

Alabê estréia no Teatro Clara Nunes no Rio de Janeiro!

PRA NOSSA ALEGRIA!

Em cartaz de 07 de agosto a 26 de setembro, terças e quartas às 21h.

Ingresso.com

Informações tiradas do facebook do Alabê

www.facebook.com/alabedejerusalem